Cravos, espinhas, manchas ou cicatrizes? Entenda o que é Acne, como tratar e por que o acompanhamento com Médico Dermatologista faz toda a diferença.

Acne. Popularmente conhecida como “espinhas”
O que é Acne? Muito mais do que um problema estético
A Acne é uma doença inflamatória da pele — não apenas um problema estético passageiro. Ela atinge principalmente adolescentes, mas também afeta adultos, especialmente mulheres. Quando não tratada adequadamente, pode causar manchas permanentes, cicatrizes profundas e um impacto significativo na autoestima e na qualidade de vida de quem sofre com ela.
O tratamento da Acne depende da gravidade do quadro e deve sempre ser orientado por um Médico Dermatologista. Cada paciente tem uma combinação única de fatores que contribuem para a doença — e por isso o tratamento precisa ser individualizado.
Alguns dados que nem todo mundo conhece:
- Até 80% da população vai ter Acne em algum momento da vida.
- A Acne está diretamente relacionada ao aumento da produção de sebo pelas glândulas sebáceas.
- Ela aparece preferencialmente na face, mas é também muito comum nas costas e no peito.
- Sofre grande influência hormonal — o que explica seu início na adolescência.
- Pode ser desencadeada ou piorada por dieta inadequada, estresse emocional, tendência genética e até por algumas medicações.
- Certas medicações podem sabidamente causar acne, como corticoides, vitaminas do complexo B, alguns anticoncepcionais, anticonvulsivantes e lítio.
- Pode deixar cicatrizes permanentes — e por esse motivo sempre deve ser tratada, mesmo nos casos mais leves.
Quais são os tipos de lesões da Acne?
A Acne se manifesta de formas diferentes em cada paciente. As lesões aparecem principalmente na face, mas também são frequentes nas costas e no peito. Entender cada tipo ajuda a reconhecer a gravidade do seu quadro:
- Comedões (cravos): podem ser abertos (pontinhos pretos) ou fechados (pontinhos brancos). São lesões não inflamatórias —> o ponto de partida de tudo!
- Pápulas: bolinhas vermelhas, resultado da inflamação ao redor do comedão.
- Pústulas (espinhas com pus): são lesões inflamadas como as pápulas, porém com acúmulo de pus visível.
- Nódulos: lesões maiores, mais profundas e dolorosas — atingem camadas mais profundas da pele e têm maior risco de deixar cicatrizes.
- Cistos: as lesões mais graves, inflamatórias, profundas e dolorosas. São as principais responsáveis pelas cicatrizes permanentes.
Um mesmo paciente pode apresentar vários tipos de lesão ao mesmo tempo. É por isso que a Acne é classificada em leve, moderada ou grave — dependendo do número de lesões, dos tipos predominantes e do grau de inflamação.
Por que a Acne começa na adolescência?
Na adolescência, o organismo inicia a produção de hormônios responsáveis pelas transformações físicas dessa fase. Esses hormônios estimulam as glândulas sebáceas a trabalharem em excesso. Essas glândulas existiam desde a infância, mas é na adolescência que elas “acordam” de vez.
Onde há maior concentração dessas glândulas? Exatamente nas áreas onde a Acne predomina: face, tórax (peito e costas) e couro cabeludo.
Mas todos passamos pela adolescência — então por que a Acne é mais intensa em algumas pessoas? Porque, além da questão hormonal, existem outros fatores que contribuem para o quadro. Cada paciente vai ter uma combinação diferente desses fatores:
- Herança genética — um dos fatores que mais pesa
- Dieta — especialmente alimentos com alto índice glicêmico
- Uso de medicamentos — corticoides, vitaminas do complexo B, alguns anticoncepcionais, anticonvulsivantes, lítio, entre outros
- Estresse emocional

Acne. Uma das doenças de pele mais comum.
Espremer espinhas pode piorar a inflamação e causar cicatrizes.
Os 4 pilares da formação da Acne
A partir do momento em que a glândula sebácea começa a produzir sebo em excesso, desencadeia-se uma sequência de eventos que explica como a Acne se forma — do simples cravo até as lesões mais graves:
- Produção aumentada de sebo — as glândulas sebáceas trabalham em excesso, estimuladas pelos hormônios andrógenos.
- Formação do comedão (cravo) — o excesso de sebo, somado a restos de células da camada superficial da pele (queratinócitos), obstrui o folículo piloso.
- Colonização bacteriana pelo Cutibacterium acnes — com o ambiente rico em sebo e células mortas, essa bactéria se multiplica rapidamente.
- Inflamação — as bactérias liberam substâncias que provocam inflamação local. O simples comedão se transforma em pápula, pústula, nódulo ou cisto.
Em outras palavras: tudo começa com o cravo. Até as lesões mais graves, como nódulos e cistos, um dia foram um “simples” cravinho que não foi tratado a tempo.

Acne. Obstrução do folículo piloso que leva à inflamação
Como é feito o tratamento da Acne?
O tratamento varia conforme a gravidade do quadro, o grau de inflamação, o número e o tipo de lesões — e por isso exige a avaliação de um dermatologista. Antes de detalhar as opções, vale reforçar: a Acne pode deixar manchas e cicatrizes permanentes, por isso deve sempre ser tratada, mesmo nos casos mais simples.
1. Tratamento tópico (de aplicar na pele)
É o ponto de partida para a maioria dos casos. Inclui:
- * Sabonetes específicos — para controlar o excesso de oleosidade, com ingredientes como enxofre, ácido salicílico e ácido glicólico.
- * Géis e cremes medicamentosos — com ação anti-inflamatória e/ou anticomedogênica, frequentemente combinados com antibióticos de uso tópico para os casos inflamatórios.

Importante: A escolha da medicação e do tratamento depende do grau de inflamação, do histórico de tratamentos anteriores e da presença de cicatrizes. Não existe fórmula única — cada paciente precisa de uma conduta personalizada.
2. Tratamento oral (comprimidos)
Quando o quadro é mais inflamatório — com muitas pápulas, pústulas ou com nódulos e cistos — sabonetes e cremes sozinhos raramente são suficientes. Nesses casos, associamos medicação oral:
- * Antibióticos orais — muito utilizados, com uso por tempo determinado (geralmente 2 a 3 meses).
- * Antiandrogênicos — medicações que bloqueiam a ação dos hormônios que estimulam as glândulas sebáceas.
- * Retinoides orais — para os casos mais graves ou resistentes a outros tratamentos.
Acne hormonal: quando a causa vai além da pele
Falamos em Acne hormonal quando as lesões fazem parte de um quadro mais amplo de desequilíbrio hormonal no organismo. O exemplo mais conhecido é a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP).
Como identificar que a Acne pode ter origem hormonal? Nesses casos, as lesões de pele não são o único sintoma. A paciente (sim, a grande maioria é mulher) costuma apresentar também:
- Alteração do ciclo menstrual — geralmente ciclos muito longos ou irregulares
- Hirsutismo — aparecimento de pelos em excesso na face
- Rarefação de cabelo (calvície feminina)
- Obesidade
- Estrias
Nesses casos, exames de sangue com dosagens hormonais e/ou ultrassonografia dos ovários ou da suprarrenal podem estar alterados — o que não ocorre na Acne comum da adolescência.
O tratamento da Acne hormonal só será eficaz se a causa do desequilíbrio também for tratada. Muitas vezes utilizamos medicações anticoncepcionais com efeito antiandrogênico como parte do tratamento.
Acne adulta: quando as espinhas não ficaram na adolescência
A Acne adulta é quando uma pessoa com mais de 25 anos apresenta quadro de acne. É muito mais comum do que se imagina — especialmente em mulheres. Existem dois cenários distintos:
1.Tipo persistente — a Acne que veio da adolescência e não foi embora
É quando o quadro se iniciou na adolescência e continuou na vida adulta. A paciente pode ter níveis hormonais dentro da normalidade, mas outros fatores mantêm a doença ativa: genética desfavorável, dieta inadequada, nível elevado de estresse e uma sensibilidade maior da pele às oscilações hormonais do ciclo menstrual.
O tratamento é similar ao da acne comum, mas com atenção especial a medicações com efeito antiandrogênico — que bloqueiam a ação dos hormônios estimuladores da acne.

A Acne Adulta é muito comum em mulheres; lesões aparecem em região de mandíbula, queixo e pescoço.
2.Tipo de início súbito — a Acne que apareceu do nada após os 25 anos
É quando uma mulher que nunca teve Acne começa a apresentar lesões de forma inesperada. Neste caso, vale investigar se outros sintomas típicos de alteração hormonal estão presentes, pois a causa pode ser mais complexa — como, por exemplo, um tumor na glândula adrenal.
As lesões de Acne Adulta costumam aparecer preferencialmente na região da mandíbula, queixo e pescoço, diferente da acne adolescente, que predomina na testa, região nasal e nas bochechas.
Qual a relação entre dieta e Acne?
Sempre se falou que a alimentação influencia a Acne — e hoje já temos evidências científicas que confirmam isso. Estudos recentes comprovaram que uma dieta com alto índice glicêmico piora o quadro de acne, porque estimula a inflamação no organismo — e a Acne é, fundamentalmente, uma doença inflamatória da pele.

Dieta e Acne: embora uma alimentação saudável e balanceada deva ser estimulada, ela não substitui o tratamento médico nos casos inflamatórios. Dieta é aliada, não solução única.
Alimentos com alto índice glicêmico são aqueles que elevam rapidamente a taxa de açúcar no sangue. Os principais vilões:
- Pão branco (feito de farinha refinada) — substitua pelo pão integral
- Arroz branco — pode ser trocado pelo integral ou parboilizado
- Batata — especialmente quando frita
- Milho — incluindo flocos de milho, pipoca e cereais à base de milho
- Bebidas açucaradas — refrigerantes, refrescos e néctares industrializados
- Doces — quanto mais industrializados, pior
- Bolos — que combinam farinha branca e açúcar, dois itens da lista
O tratamento da Acne vai além da dieta. Deve incluir uma rotina adequada de higiene, produtos dermocosméticos ou medicamentosos que controlem a formação do excesso de sebo e cravos e, nos casos mais inflamatórios, medicações tópicas e/ou orais prescritas pelo dermatologista.
Manchas e cicatrizes de Acne: o que fazer?
Mesmo com tratamento adequado, a Acne pode deixar marcas. É uma realidade frustrante, mas há soluções — e é exatamente por isso que tratar a Acne desde cedo é tão importante.
Atualmente existem diversas opções para tratar as marcas deixadas pela Acne:
- Peeling Químico — renovação controlada da pele com ácidos específicos
- IPCA / Microagulhamento — estimulação do colágeno para tratar cicatrizes
- Laser Fracionado — tratamento preciso para cicatrizes mais profundas
- Radiofrequência Microagulhada — combinação de tecnologias para resultados superiores
- MMP — técnica específica para cicatrizes
Cada paciente precisa de um tratamento individualizado — tanto para a fase inflamatória quanto para as marcas e manchas. O que funciona para uma pessoa pode não funcionar para outra.

Atenção: Mesmo um quadro aparentemente leve pode evoluir e deixar marcas e cicatrizes. O tratamento precoce é sempre a melhor estratégia para proteger a pele.
Por que se consultar com a Dra. Taís Bonilha para tratar sua Acne?
A Dra. Taís Bonilha é Médica Dermatologista com consultório no bairro da Lapa, em São Paulo, com mais de 20 anos de experiência no tratamento de doenças de pele, cabelos e unhas — incluindo Acne, Acne Adulta e Acne Inflamatória em todos os graus de gravidade.
- * Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia
- * Atualização constante nos novos tratamentos — medicamentosos e estéticos
- * Acompanhamento de casos leves a graves, com foco em evitar manchas e cicatrizes
- * Especialista também no tratamento das marcas deixadas pela acne (peeling, laser, microagulhamento)

Dra. Taís Bonilha. CRM 87852
Médica Dermatologista com 20 anos de experiência e especialista em Acne.
Abordagem individualizada
A Dra. Taís acredita que cada paciente é único. Ela gosta de entender a fundo o que pode estar por trás da queixa ou sintoma de cada um. Na consulta, leva em conta todo o histórico médico, o estilo de vida, os hábitos alimentares e os tratamentos anteriores para oferecer a melhor conduta para aquele paciente específico — não um protocolo genérico.
Experiência e especialização
Com 20 anos atendendo pacientes com problemas de pele, a Dra. Taís segue se atualizando constantemente. Acompanha de perto os novos tratamentos que surgem na Dermatologia — não apenas os medicamentosos, mas também os estéticos, que tratam as marcas que a acne pode deixar na pele.
Quando procurar um dermatologista por causa da Acne?
Se você :
- Tem espinhas muito inflamadas ou doloridas
- Está desenvolvendo manchas na pele
- Já tem cicatrizes de acne
- Tenta tratar em casa há meses sem melhora real
- Desenvolveu acne após os 25 anos
- Percebe que a acne piora antes da menstruação
- As lesões aparecem principalmente no queixo e na mandíbula
- Já tentou vários tratamentos sem resultado
- Sente que a acne está afetando sua autoestima ou qualidade de vida
- Acredita que seu quadro pode ser moderado ou grave
Não espere piorar. O tratamento precoce da acne é a melhor forma de evitar as cicatrizes — e elas, sim, são permanentes se não forem tratadas adequadamente.
Perguntas frequentes sobre Acne
Respostas da Dra. Taís Bonilha às dúvidas mais comuns dos pacientes:
1.A acne tem cura?
A acne tem tratamento eficaz e, na maioria dos casos, é totalmente controlável. O objetivo é eliminar as lesões ativas, evitar novas e prevenir cicatrizes. Com o tratamento correto e o acompanhamento adequado, a maioria dos pacientes alcança resultados excelentes.
2.Espremer espinhas piora a acne?
Sim. Espremer espinhas piora a inflamação, pode espalhar a bactéria Cutibacterium acnes para áreas vizinhas e aumenta muito o risco de cicatrizes permanentes. Evite esse hábito — existem tratamentos muito mais eficazes e seguros.
3.Quantas consultas precisarei para tratar a acne?
Depende da gravidade do quadro. Em geral, a Acne exige acompanhamento contínuo — com retornos mensais no início para avaliar a resposta ao tratamento e ajustar a conduta se necessário. Casos mais leves podem estabilizar em poucos meses; casos graves ou com cicatrizes exigem acompanhamento mais prolongado.
4.Alimentação realmente influencia a acne?
Sim, há evidências científicas que comprovam essa relação. Alimentos com alto índice glicêmico — como pão branco, arroz branco, doces e refrigerantes — estimulam a inflamação e pioram a acne. Uma dieta equilibrada é importante, mas não substitui o tratamento médico.
5.Qual a diferença entre acne hormonal e acne comum?
A acne hormonal ocorre quando as lesões fazem parte de um desequilíbrio hormonal mais amplo, como a Síndrome dos Ovários Policísticos. Nesses casos, a paciente geralmente apresenta outros sintomas além da acne: irregularidade menstrual, excesso de pelos na face, queda de cabelo e obesidade. O tratamento precisa abordar também a causa hormonal.
6.Por que desenvolvi acne depois dos 25 anos se nunca tive?
A acne de início súbito em adultos merece investigação. Pode estar associada a mudanças hormonais, uso de novos medicamentos, alterações no estilo de vida — ou, em casos mais raros, a causas médicas que precisam ser identificadas. Consultar um médico dermatologista é essencial para entender a origem e tratar corretamente.
7.Existe tratamento para as cicatrizes e manchas de acne?
Sim. Atualmente há diversas opções: Peeling Químico, Microagulhamento, Laser Fracionado, Radiofrequência Microagulhada e MMP. O tratamento ideal depende do tipo e profundidade das cicatrizes e precisa ser individualizado.
8.Acne é só problema de adolescente?
Não. Embora seja mais frequente na adolescência, a acne afeta adultos de todas as idades — e é especialmente comum em mulheres adultas. Até 80% da população terá acne em algum momento da vida, e em muitos casos o quadro persiste ou surge pela primeira vez após os 25 anos.

Opiniões de pacientes reais sobre a Dra. Taís Bonilha:
“Atenciosa, pontual e didática: Patricia G. descreve como foi o tratamento de acne do filho com a Dra. Taís Bonilha. Avaliação verificada pela Doctoralia.“
A Acne não é a única doença inflamatória da pele — mas talvez seja a mais comum. A Dra. Taís Bonilha também trata outras condições inflamatórias no consultório:
Dermatite Atópica: https://drataisbonilha.com.br/dermatite-ou-alergia-de-pele/
Psoríase: https://drataisbonilha.com.br/psoriase/
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