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Dra. Taís Bonilha Alves

Cravos, espinhas, manchas ou cicatrizes? Entenda o que é Acne, como tratar e por que o acompanhamento com Médico Dermatologista faz toda a diferença.

Acne. Popularmente conhecida como “espinhas”

O que é Acne? Muito mais do que um problema estético

A Acne é uma doença inflamatória da pele — não apenas um problema estético passageiro. Ela atinge principalmente adolescentes, mas também afeta adultos, especialmente mulheres. Quando não tratada adequadamente, pode causar manchas permanentes, cicatrizes profundas e um impacto significativo na autoestima e na qualidade de vida de quem sofre com ela.

O tratamento da Acne depende da gravidade do quadro e deve sempre ser orientado por um Médico Dermatologista. Cada paciente tem uma combinação única de fatores que contribuem para a doença — e por isso o tratamento precisa ser individualizado.

Alguns dados que nem todo mundo conhece:

  1. Até 80% da população vai ter Acne em algum momento da vida.
  2. A Acne está diretamente relacionada ao aumento da produção de sebo pelas glândulas sebáceas.
  3. Ela aparece preferencialmente na face, mas é também muito comum nas costas e no peito.
  4. Sofre grande influência hormonal — o que explica seu início na adolescência.
  5. Pode ser desencadeada ou piorada por dieta inadequada, estresse emocional, tendência genética e até por algumas medicações.
  6. Certas medicações podem sabidamente causar acne, como corticoides, vitaminas do complexo B, alguns anticoncepcionais, anticonvulsivantes e lítio.
  7. Pode deixar cicatrizes permanentes — e por esse motivo sempre deve ser tratada, mesmo nos casos mais leves.

Quais são os tipos de lesões da Acne?

A Acne se manifesta de formas diferentes em cada paciente. As lesões aparecem principalmente na face, mas também são frequentes nas costas e no peito. Entender cada tipo ajuda a reconhecer a gravidade do seu quadro:

  1. Comedões (cravos): podem ser abertos (pontinhos pretos) ou fechados (pontinhos brancos). São lesões não inflamatórias —> o ponto de partida de tudo!
  2. Pápulas: bolinhas vermelhas, resultado da inflamação ao redor do comedão.
  3. Pústulas (espinhas com pus): são lesões inflamadas como as pápulas, porém com acúmulo de pus visível.
  4. Nódulos: lesões maiores, mais profundas e dolorosas — atingem camadas mais profundas da pele e têm maior risco de deixar cicatrizes.
  5. Cistos: as lesões mais graves, inflamatórias, profundas e dolorosas. São as principais responsáveis pelas cicatrizes permanentes.

Um mesmo paciente pode apresentar vários tipos de lesão ao mesmo tempo. É por isso que a Acne é classificada em leve, moderada ou grave — dependendo do número de lesões, dos tipos predominantes e do grau de inflamação.

Por que a Acne começa na adolescência?

Na adolescência, o organismo inicia a produção de hormônios responsáveis pelas transformações físicas dessa fase. Esses hormônios estimulam as glândulas sebáceas a trabalharem em excesso. Essas glândulas existiam desde a infância, mas é na adolescência que elas “acordam” de vez.

Onde há maior concentração dessas glândulas? Exatamente nas áreas onde a Acne predomina: face, tórax (peito e costas) e couro cabeludo.

Mas todos passamos pela adolescência — então por que a Acne é mais intensa em algumas pessoas? Porque, além da questão hormonal, existem outros fatores que contribuem para o quadro. Cada paciente vai ter uma combinação diferente desses fatores:

  1. Herança genética — um dos fatores que mais pesa
  2. Dieta — especialmente alimentos com alto índice glicêmico
  3. Uso de medicamentos — corticoides, vitaminas do complexo B, alguns anticoncepcionais, anticonvulsivantes, lítio, entre outros
  4. Estresse emocional

Acne. Uma das doenças de pele mais comum.

Espremer espinhas pode piorar a inflamação e causar cicatrizes.

Os 4 pilares da formação da Acne

A partir do momento em que a glândula sebácea começa a produzir sebo em excesso, desencadeia-se uma sequência de eventos que explica como a Acne se forma — do simples cravo até as lesões mais graves:

  1. Produção aumentada de sebo — as glândulas sebáceas trabalham em excesso, estimuladas pelos hormônios andrógenos.
  2. Formação do comedão (cravo) — o excesso de sebo, somado a restos de células da camada superficial da pele (queratinócitos), obstrui o folículo piloso.
  3. Colonização bacteriana pelo Cutibacterium acnes — com o ambiente rico em sebo e células mortas, essa bactéria se multiplica rapidamente.
  4. Inflamação — as bactérias liberam substâncias que provocam inflamação local. O simples comedão se transforma em pápula, pústula, nódulo ou cisto.

Em outras palavras: tudo começa com o cravo. Até as lesões mais graves, como nódulos e cistos, um dia foram um “simples” cravinho que não foi tratado a tempo.

Acne. Obstrução do folículo piloso que leva à inflamação

Como é feito o tratamento da Acne?

O tratamento varia conforme a gravidade do quadro, o grau de inflamação, o número e o tipo de lesões — e por isso exige a avaliação de um dermatologista. Antes de detalhar as opções, vale reforçar: a Acne pode deixar manchas e cicatrizes permanentes, por isso deve sempre ser tratada, mesmo nos casos mais simples.

1. Tratamento tópico (de aplicar na pele)

É o ponto de partida para a maioria dos casos. Inclui:

  • * Sabonetes específicos — para controlar o excesso de oleosidade, com ingredientes como enxofre, ácido salicílico e ácido glicólico.
  • * Géis e cremes medicamentosos — com ação anti-inflamatória e/ou anticomedogênica, frequentemente combinados com antibióticos de uso tópico para os casos inflamatórios.

Importante: A escolha da medicação e do tratamento depende do grau de inflamação, do histórico de tratamentos anteriores e da presença de cicatrizes. Não existe fórmula única — cada paciente precisa de uma conduta personalizada.

2. Tratamento oral (comprimidos)

Quando o quadro é mais inflamatório — com muitas pápulas, pústulas ou com nódulos e cistos — sabonetes e cremes sozinhos raramente são suficientes. Nesses casos, associamos medicação oral:

  • * Antibióticos orais — muito utilizados, com uso por tempo determinado (geralmente 2 a 3 meses).
  • * Antiandrogênicos — medicações que bloqueiam a ação dos hormônios que estimulam as glândulas sebáceas.
  • * Retinoides orais — para os casos mais graves ou resistentes a outros tratamentos.

Acne hormonal: quando a causa vai além da pele

Falamos em Acne hormonal quando as lesões fazem parte de um quadro mais amplo de desequilíbrio hormonal no organismo. O exemplo mais conhecido é a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP).

Como identificar que a Acne pode ter origem hormonal? Nesses casos, as lesões de pele não são o único sintoma. A paciente (sim, a grande maioria é mulher) costuma apresentar também:

  1. Alteração do ciclo menstrual — geralmente ciclos muito longos ou irregulares
  2. Hirsutismo — aparecimento de pelos em excesso na face
  3. Rarefação de cabelo (calvície feminina)
  4. Obesidade
  5. Estrias


Nesses casos, exames de sangue com dosagens hormonais e/ou ultrassonografia dos ovários ou da suprarrenal podem estar alterados — o que não ocorre na Acne comum da adolescência.

O tratamento da Acne hormonal só será eficaz se a causa do desequilíbrio também for tratada. Muitas vezes utilizamos medicações anticoncepcionais com efeito antiandrogênico como parte do tratamento.

Acne adulta: quando as espinhas não ficaram na adolescência

A Acne adulta é quando uma pessoa com mais de 25 anos apresenta quadro de acne. É muito mais comum do que se imagina — especialmente em mulheres. Existem dois cenários distintos:

1.Tipo persistente — a Acne que veio da adolescência e não foi embora

É quando o quadro se iniciou na adolescência e continuou na vida adulta. A paciente pode ter níveis hormonais dentro da normalidade, mas outros fatores mantêm a doença ativa: genética desfavorável, dieta inadequada, nível elevado de estresse e uma sensibilidade maior da pele às oscilações hormonais do ciclo menstrual.

O tratamento é similar ao da acne comum, mas com atenção especial a medicações com efeito antiandrogênico — que bloqueiam a ação dos hormônios estimuladores da acne.

A Acne Adulta é muito comum em mulheres; lesões aparecem em região de mandíbula, queixo e pescoço.

2.Tipo de início súbito — a Acne que apareceu do nada após os 25 anos

É quando uma mulher que nunca teve Acne começa a apresentar lesões de forma inesperada. Neste caso, vale investigar se outros sintomas típicos de alteração hormonal estão presentes, pois a causa pode ser mais complexa — como, por exemplo, um tumor na glândula adrenal.

As lesões de Acne Adulta costumam aparecer preferencialmente na região da mandíbula, queixo e pescoço, diferente da acne adolescente, que predomina na testa, região nasal e nas bochechas.

Qual a relação entre dieta e Acne?

Sempre se falou que a alimentação influencia a Acne — e hoje já temos evidências científicas que confirmam isso. Estudos recentes comprovaram que uma dieta com alto índice glicêmico piora o quadro de acne, porque estimula a inflamação no organismo — e a Acne é, fundamentalmente, uma doença inflamatória da pele.

Dieta e Acne: embora uma alimentação saudável e balanceada deva ser estimulada, ela não substitui o tratamento médico nos casos inflamatórios. Dieta é aliada, não solução única.

Alimentos com alto índice glicêmico são aqueles que elevam rapidamente a taxa de açúcar no sangue. Os principais vilões:

  1. Pão branco (feito de farinha refinada) — substitua pelo pão integral
  2. Arroz branco — pode ser trocado pelo integral ou parboilizado
  3. Batata — especialmente quando frita
  4. Milho — incluindo flocos de milho, pipoca e cereais à base de milho
  5. Bebidas açucaradas — refrigerantes, refrescos e néctares industrializados
  6. Doces — quanto mais industrializados, pior
  7. Bolos — que combinam farinha branca e açúcar, dois itens da lista

O tratamento da Acne vai além da dieta. Deve incluir uma rotina adequada de higiene, produtos dermocosméticos ou medicamentosos que controlem a formação do excesso de sebo e cravos e, nos casos mais inflamatórios, medicações tópicas e/ou orais prescritas pelo dermatologista.


Manchas e cicatrizes de Acne: o que fazer?

Mesmo com tratamento adequado, a Acne pode deixar marcas. É uma realidade frustrante, mas há soluções — e é exatamente por isso que tratar a Acne desde cedo é tão importante.

Atualmente existem diversas opções para tratar as marcas deixadas pela Acne:

  1. Peeling Químico — renovação controlada da pele com ácidos específicos
  2. IPCA / Microagulhamento — estimulação do colágeno para tratar cicatrizes
  3. Laser Fracionado — tratamento preciso para cicatrizes mais profundas
  4. Radiofrequência Microagulhada — combinação de tecnologias para resultados superiores
  5. MMP — técnica específica para cicatrizes

Cada paciente precisa de um tratamento individualizado — tanto para a fase inflamatória quanto para as marcas e manchas. O que funciona para uma pessoa pode não funcionar para outra.

Atenção: Mesmo um quadro aparentemente leve pode evoluir e deixar marcas e cicatrizes. O tratamento precoce é sempre a melhor estratégia para proteger a pele.

Por que se consultar com a Dra. Taís Bonilha para tratar sua Acne?

A Dra. Taís Bonilha é Médica Dermatologista com consultório no bairro da Lapa, em São Paulo, com mais de 20 anos de experiência no tratamento de doenças de pele, cabelos e unhas — incluindo Acne, Acne Adulta e Acne Inflamatória em todos os graus de gravidade.

  • * Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia
  • * Atualização constante nos novos tratamentos — medicamentosos e estéticos
  • * Acompanhamento de casos leves a graves, com foco em evitar manchas e cicatrizes
  • * Especialista também no tratamento das marcas deixadas pela acne (peeling, laser, microagulhamento)

Dra. Taís Bonilha. Dermatologista especializada em Acne com 20 anos de experiência

Dra. Taís Bonilha. CRM 87852

Médica Dermatologista com 20 anos de experiência e especialista em Acne.

Abordagem individualizada

A Dra. Taís acredita que cada paciente é único. Ela gosta de entender a fundo o que pode estar por trás da queixa ou sintoma de cada um. Na consulta, leva em conta todo o histórico médico, o estilo de vida, os hábitos alimentares e os tratamentos anteriores para oferecer a melhor conduta para aquele paciente específico — não um protocolo genérico.

Experiência e especialização

Com 20 anos atendendo pacientes com problemas de pele, a Dra. Taís segue se atualizando constantemente. Acompanha de perto os novos tratamentos que surgem na Dermatologia — não apenas os medicamentosos, mas também os estéticos, que tratam as marcas que a acne pode deixar na pele.

Quando procurar um dermatologista por causa da Acne?

Se você :

  1. Tem espinhas muito inflamadas ou doloridas
  2. Está desenvolvendo manchas na pele
  3. Já tem cicatrizes de acne
  4. Tenta tratar em casa há meses sem melhora real
  5. Desenvolveu acne após os 25 anos
  6. Percebe que a acne piora antes da menstruação
  7. As lesões aparecem principalmente no queixo e na mandíbula
  8. Já tentou vários tratamentos sem resultado
  9. Sente que a acne está afetando sua autoestima ou qualidade de vida
  10. Acredita que seu quadro pode ser moderado ou grave

Não espere piorar. O tratamento precoce da acne é a melhor forma de evitar as cicatrizes — e elas, sim, são permanentes se não forem tratadas adequadamente.

Perguntas frequentes sobre Acne

Respostas da Dra. Taís Bonilha às dúvidas mais comuns dos pacientes:

1.A acne tem cura?

A acne tem tratamento eficaz e, na maioria dos casos, é totalmente controlável. O objetivo é eliminar as lesões ativas, evitar novas e prevenir cicatrizes. Com o tratamento correto e o acompanhamento adequado, a maioria dos pacientes alcança resultados excelentes.

2.Espremer espinhas piora a acne?

Sim. Espremer espinhas piora a inflamação, pode espalhar a bactéria Cutibacterium acnes para áreas vizinhas e aumenta muito o risco de cicatrizes permanentes. Evite esse hábito — existem tratamentos muito mais eficazes e seguros.

3.Quantas consultas precisarei para tratar a acne?

Depende da gravidade do quadro. Em geral, a Acne exige acompanhamento contínuo — com retornos mensais no início para avaliar a resposta ao tratamento e ajustar a conduta se necessário. Casos mais leves podem estabilizar em poucos meses; casos graves ou com cicatrizes exigem acompanhamento mais prolongado.

4.Alimentação realmente influencia a acne?

Sim, há evidências científicas que comprovam essa relação. Alimentos com alto índice glicêmico — como pão branco, arroz branco, doces e refrigerantes — estimulam a inflamação e pioram a acne. Uma dieta equilibrada é importante, mas não substitui o tratamento médico.

5.Qual a diferença entre acne hormonal e acne comum?

A acne hormonal ocorre quando as lesões fazem parte de um desequilíbrio hormonal mais amplo, como a Síndrome dos Ovários Policísticos. Nesses casos, a paciente geralmente apresenta outros sintomas além da acne: irregularidade menstrual, excesso de pelos na face, queda de cabelo e obesidade. O tratamento precisa abordar também a causa hormonal.

6.Por que desenvolvi acne depois dos 25 anos se nunca tive?

A acne de início súbito em adultos merece investigação. Pode estar associada a mudanças hormonais, uso de novos medicamentos, alterações no estilo de vida — ou, em casos mais raros, a causas médicas que precisam ser identificadas. Consultar um médico dermatologista é essencial para entender a origem e tratar corretamente.

7.Existe tratamento para as cicatrizes e manchas de acne?

Sim. Atualmente há diversas opções: Peeling Químico, Microagulhamento, Laser Fracionado, Radiofrequência Microagulhada e MMP. O tratamento ideal depende do tipo e profundidade das cicatrizes e precisa ser individualizado.

8.Acne é só problema de adolescente?

Não. Embora seja mais frequente na adolescência, a acne afeta adultos de todas as idades — e é especialmente comum em mulheres adultas. Até 80% da população terá acne em algum momento da vida, e em muitos casos o quadro persiste ou surge pela primeira vez após os 25 anos.

Opiniões de pacientes reais sobre a Dra. Taís Bonilha:

“Atenciosa, pontual e didática: Patricia G. descreve como foi o tratamento de acne do filho com a Dra. Taís Bonilha. Avaliação verificada pela Doctoralia.“

A Acne não é a única doença inflamatória da pele — mas talvez seja a mais comum. A Dra. Taís Bonilha também trata outras condições inflamatórias no consultório:

Dermatite Atópica: https://drataisbonilha.com.br/dermatite-ou-alergia-de-pele/

Psoríase: https://drataisbonilha.com.br/psoriase/

Mais Infos.:

https://www.sbd.org.br

https://www.aad.org